Empresas ajudam na educação

1 de junho de 2020

É quase consenso entre os especialistas que o Brasil, infelizmente, não tem mais um Ministério da Educação. Independente das correntes que um ou outro defenda, os dados da vida prática não negam: há um ministro que fala sobre tudo – inclusive assuntos que não lhe dizem respeito, e frequentemente aos palavrões – menos de educação. Sim, seus antecessores nos últimos 50 anos também foram, quase todos, lamentáveis, o que explica em boa medida os vexatórios resultados obtidos por nossos estudantes nos rankings internacionais. Mas não há a menor chance de o governo atual, com sua (falta de) política educacional, reverter esse vexame.

Por essas e outras é que notícias como esta devem ser saudadas: a operadora Claro decidiu investir para, pelo menos, amenizar os efeitos da calamidade. Diante das incertezas em torno do Enem, transformado numa espécie de “tudo ou nada” para milhões de jovens brasileiros, a empresa firmou parceria com a startup Descomplica, de educação online, para ajudar na preparação para a prova. Como se sabe, todos estão sem aula há quase três meses, um tempo precioso que, infelizmente, não tem como ser recuperado, ainda mais para os de baixa renda familiar.

Pela parceria, todos os clientes pré-pagos da Claro – 26,8 milhões – terão acesso aos cursos online da Descomplica, preparatórios para o Enem. “A crise atual vai aumentar a exclusão digital”, diz Paulo Cesar Teixeira, presidente da Claro. “Por isso, é preciso um esforço para garantir acesso a quem mais precisa”. A operadora mexicana é uma das poucas empresas no país que garante manter seu cronograma de investimentos – R$ 30 bilhões em três anos – apesar das incertezas econômicas. 

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