Mercado AV e os efeitos da pandemia

7 de agosto de 2020

Saiu o primeiro estudo abrangente sobre os impactos da COVID-19 no mercado mundial de áudio e vídeo. É o Relatório IOTA (Industry Outlook and Trends Analysis), da AVIXA, com dados do primeiro semestre nas três Américas. O foco é o segmento Pro AV, que compreende a venda de equipamentos e serviços para empresas, em ramos como Educação, Eventos, Hotelaria, Edifícios e projetos corporativos. A queda este ano será de 8% no continente, de 93 para 86 bilhões de dólares, alinhada com os 7,7% estimados para o mercado mundial.

A boa notícia é que haverá uma forte retomada a partir de 2021, chegando a 108 bi em 2025. A principal razão de otimismo é que determinados itens – servidores de mídia, sinalização digital, segurança, conferências e sistemas de colaboração – já ganharam impacto mesmo durante a pandemia. Com mais empresas adotando o home office, em alguns casos de forma permanente a partir de agora, esses produtos já estão sendo mais demandados.

Claro, são números otimistas, levando em conta que 87% das vendas nas Américas se concentram na do Norte. Lá, como se sabe, a queda dos negócios vem se dando em níveis menos drásticos do que por aqui. Mas, no período 20-25, as previsões são animadoras também para a América do Sul, com crescimento médio anual de 5,6% – até maior que no Norte (4,5%). 

Outro sinal interessante revelado na pesquisa: com menos gente viajando de avião e trafegando pelas ruas e estradas, caiu bastante o consumo de petróleo e aumentou a demanda por sistemas à base de energia limpa e smart. Tende a se expandir a procura por soluções de smart grid (controle inteligente do consumo, tanto nas empresas quanto nas residências) e smart city (governos e prefeituras procurando otimizar suas gestões e, assim, reduzir custos). Nessa linha, um dos produtos que mais devem crescer em vendas são os displays de LED – previsão: 25,6% nos próximos cinco anos.

Para quem quiser ver o relatório IOTA na íntegra, este é o link

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