Orlandobarrozo.blog.br

Tecnologia para tudo (e para todos)

No teto, nas paredes, na casa inteira

16 de maio de 2021

Um dos destaques da edição #300, que marca o 25o aniversário da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL, é uma detalhada reportagem sobre o crescimento do mercado de caixas acústicas de embutir. Há tempos vimos observando esse fenômeno, que se confirma, por exemplo, nos projetos apresentados na edição 2021 de nosso anuário HOME THEATER BEST: a maioria dos ambientes hoje utiliza esse tipo de caixa acústica.

São vários fatores a explicar por que as pessoas vêm preferindo caixas in-wall (de parede) e in-ceiling (de teto) em suas casas e apartamentos. O primeiro, e mais óbvio, é que cada vez fica mais difícil diferenciá-las das caixas convencionais em termos de impacto sonoro. A não ser para ouvidos bem atentos – e treinados – os resultados práticos nos ambientes domésticos são muito próximos.

Não são poucos os especialistas defendendo que a caixa acústica é um dos produtos em que há muito pouco a evoluir tecnicamente. Eles lembram que algumas das melhores caixas  foram produzidas no século passado, e não superadas até hoje. Em listas de publicações especializadas mundo afora, sempre aparecem joias como B&W Nautilus (e sua descendente série 800), JBL Synthesis 1400, Wilson Audio MAXX, Focal Utopia e Dynaudio Contour, entre outras. Vejam, por exemplo, esta lista da What Hi-Fi, publicada em 2018.

 

 

A digitalização tornou possível produzir gabinetes mais compactos e reduzir a necessidade de altas correntes para atingir bons níveis de pressão sonora com baixa distorção. Sim, nas caixas embutidas ainda há dificuldades com a reprodução dos graves, que sempre exigirão mais espaço interno, mas até nesse ponto os fabricantes estão conseguindo resultados excepcionais.

Essa é uma demanda do mercado mundial, já que poucas pessoas têm condições de manter em casa salas de áudio dedicadas e com espaço suficiente para abrigar as maravilhas citadas acima. A equipe da HOME THEATER levantou mais de 100 modelos de caixas de teto e/ou parede, de marcas nacionais e importadas, à venda no mercado através de revendedores autorizados (deixamos de lado a barafunda da internet, repleta de armadilhas).

Para quem quiser conferir, além da edição de aniversário sugiro acessar este link, onde há inúmeras sugestões. Em tempo: foi curioso constatar, durante a pesquisa sobre os 25 anos da revista, que nossa primeira matéria sobre caixas de embutir foi publicada em Janeiro de 1997, já apontando para a tendência dos anos seguintes. Tendência que virou realidade.

4 Replies to “No teto, nas paredes, na casa inteira”

  1. Elias disse:

    Seja qual for a marca, modelo, tipo e formato de caixa, tecnologia, conceito ou aprimoramento – NENHUMA caixa, REPITO; NENHUMA caixa que exista ou venha existir, será melhor que uma caixa criada pela natureza:

    ´´A voz de um(a) grande cantor(a), dentre eles como os cantores de ópera por exemplo e alguns outros gêneros musicais´´.

    Quando eles começam a cantar, existem uma conexão imediata entre a voz e a audição de quem aprecia aquele momento mágico e indescritível, cada pessoa que tem o dom de saber cantar (NÃO é para qualquer um, é claro), eles possuem elementos e características sonoras VERDADEIRAMENTE ÚNICAS, frequência, timbre, força, fôlego, tudo isso propulsado pelo ar de seus pulmões e cordas vocais – NÃO existe NENHUMA caixa de som nesse planeta que seja no mínimo próximo da melhor de todas ´´as caixas´´ já criadas pela natureza, o ser humano.

    Música não se escuta com ouvidos, claro que não. Música é ouvida pela alma, absorvida pelo coração, e compreendida pela mente, pois somente assim poderás apreciar com profundidade a música, assim eu penso.

    Ab$

  2. […] as caixas acústicas de embutir conquistam cada vez mais espaços, como mostramos neste post, há uma variante que alguns projetistas estão descobrindo, para deleite de arquitetos e […]

  3. JOAO CARLOS JANSEN WAMBIER disse:

    Sobre o que se pode esperar de caixas embutidas, isso depende do tipo de utilização. Em um sistema de uso exclusivamente para home theater elas podem, sim, proporcionar resultados muito bons. A limitação da sua resposta aos sons graves pode ser inteiramente compensada pelo uso de um (ou mais) subwoofer, que é um item obrigatório. Porém, em um sistema hi-fi estéreo ou em um sistema de home theater que se pretenda também usar para a audição de música com alta qualidade, as caixas frontais esquerda e direita precisam ser do tipo torre ou bookshelf. para que se possa ter uma real sensação de palco sonoro, principalmente em termos de profundidade, com vozes e instrumentos parecendo provir até de trás da parede, em um efeito tridimensional..

  4. […] as caixas acústicas de embutir conquistam cada vez mais espaços, como mostramos neste post, há uma variante que alguns projetistas estão descobrindo, para deleite de arquitetos e […]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *