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Soundbars para todos os bolsos

9 de outubro de 2021

 

 

 

 

Uma pesquisa superficial na internet pode deixar maluco o consumidor interessado numa soundbar. O leque pode se abrir de 100 até 20 mil reais (isso mesmo: vinte mil), valores que levam muito em conta não apenas as especificações, mas principalmente a procedência de cada modelo. Essa incrível variedade comprova que as soundbars realmente conquistaram os consumidores brasileiros, refletindo uma tendência mundial. O assunto é capa da edição de outubro da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL, com uma detalhada análise sobre a evolução das soundbars e uma lista de sugestões baseada em nossos testes.

A reportagem vem a calhar com o lançamento no Brasil da Sonos, marca de maior sucesso nos EUA nos últimos anos, focada em áudio sem fio, inclusive soundbars. Falaremos sobre a Sonos num próximo post, mas vale a pena lembrar que essa mudança de patamar – com algumas soundbars exibindo qualidade mais próxima (às vezes até superior) à de um receiver – tem surpreendido muita gente.

Foi em janeiro de 2009 que testamos pela primeira vez uma soundbar (modelo SurroundBar, da Polk Audio). Até pouco tempo atrás, era difícil encontrar uma que fugisse dos agudos encardidos e dos médios abafados, sem falar na já célebre ausência de graves. Hoje, já não podemos mais afirmar isso. Modelos avaliados recentemente, de marcas como Yamaha, Harman e B&W, superaram as expectativas.

Não por acaso, a Samsung aprimorou suas soundbars após a compra da Harman, e a LG se associou à inglesa Meridian para produzir as suas, enquanto a TCL foi buscar parceria com a japonesa Onkyo. Tudo isso para atender a uma demanda do consumidor, que cresce com as mudanças de hábitos.

Ainda consideramos que a experiência de um “verdadeiro” home theater – com receiver (ou amplificador+processador) conectado a várias caixas bem posicionadas no ambiente – é imbatível. Nenhuma soundbar pode oferecer os mesmos níveis de detalhamento, envolvimento e impacto sonoro. Mas algumas estão chegando perto disso.

A questão é que, além de bons graves, médios e agudos, o que o consumidor busca numa soundbar é praticidade, facilidade de instalação e – cada vez mais – acesso rápido a aplicativos, assistentes de voz etc. Se o CD perdeu a batalha para o streaming, vai ficando claro que o receiver também não resistirá à concorrência das “barras de som”.

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