
Reportagem do jornal Valor Econômico publicada esta semana mostra que os preços das TVs no Brasil vêm caindo neste período pré-Copa do Mundo. Normalmente, os fabricantes elevam os preços nessa época para aproveitar a empolgação dos consumidores. O texto cita pesquisa da NielsenIQ indicando que, entre a primeira semana de abril e a segunda de maio, houve queda média de 4% nos preços dos modelos mais vendidos.
Não é possível saber se isso se deve a uma iniciativa dos fabricantes, em meio à disputa ferrenha entre coreanos e chineses (vejam aqui), ou se foi o varejo mesmo que decidiu intensificar as promoções. Entre os modelos do ano passado que continuam em linha, a queda foi de 17%, diz o mesmo estudo.
Aliás, vale notar que este ano quase não houve lançamentos: os fabricantes estão reservando as novidades para o segundo semestre, talvez por pressão das lojas que ainda não conseguiram desovar seus estoques. O que não significa que não haja produtos de primeira linha para escolher; ao contrário, as linhas lançadas em 2025 trazem algumas das TVs mais avançadas do mundo no momento (confiram no nosso Guia de TVs 4K).
Preços sobem depois da Copa
A reportagem do Valor dá também indicações de que os preços das TVs em geral devem subir pelo menos 10% após a Copa. Seria resultado do aumento no custo internacional dos chips de memória, hoje elemento fundamental numa TV. Executivos da indústria revelam que esses custos começaram a subir desde o ano passado, com a polêmica das tarifas americanas, e mais ainda após o início da guerra entre Irã e Israel/EUA, com o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde trafega a maior parte das cargas vindas da Ásia. Até agora, a indústria tem represado o repasse desses custos.
Mas há um fator adicional que nem sempre é levado em conta, mas que já tratamos neste artigo: os preços dos chips vêm subindo desde 2023, quando começou a “corrida da IA Generativa”. A prioridade dos fabricantes de chips, hoje, é atender a essa enorme demanda para abastecer data centers e o desenvolvimento de softwares e algoritmos cada vez mais poderosos. É um negócio que gira muito mais dinheiro no curto prazo, envolvendo clientes como Google, Amazon, Meta, OpenAI, Microsoft etc.

Orlando, espero que esteja bem.
Excelente tema para entender esse mercado, que nos alimenta com o laser em família.
TVs mais baratas hoje, mas por quanto tempo?
A combinação entre guerra, inteligência artificial, novos concorrentes e a chegada da DTV+ pode mudar completamente o mercado de televisores nos próximos anos.
Os consumidores brasileiros estão encontrando uma situação pouco comum no mercado de televisores. Mesmo com a proximidade da Copa do Mundo, período tradicionalmente marcado por aumentos de preços, diversas TVs estão sendo vendidas com descontos significativos.
A explicação imediata está na forte concorrência entre fabricantes asiáticos, especialmente empresas sul-coreanas e chinesas, além da necessidade do varejo de reduzir estoques antes da chegada das próximas gerações de produtos.
Mas existe uma discussão ainda mais importante acontecendo nos bastidores da indústria global.
Os componentes eletrônicos que equipam as TVs modernas dependem diretamente da cadeia mundial de semicondutores. Nos últimos anos, os chips passaram a ser disputados por setores muito mais lucrativos do que o mercado de televisores. A explosão da Inteligência Artificial Generativa criou uma demanda sem precedentes por processadores e memórias para data centers, utilizados por gigantes da tecnologia como Google, Amazon, Microsoft, Meta e OpenAI.
Ao mesmo tempo, conflitos geopolíticos e problemas logísticos internacionais aumentaram os custos de transporte e de fabricação de componentes eletrônicos. O resultado é uma pressão crescente sobre os preços de toda a indústria de eletrônicos.
Porém, existe um fator que merece atenção especial no Brasil: a evolução da televisão digital.
A chegada da DTV+, também conhecida como TV 3.0, promete uma das maiores transformações já vistas no setor. A nova tecnologia permitirá experiências muito mais interativas, integração com a internet, qualidade superior de imagem e som, publicidade personalizada e novos modelos de serviços digitais.
Na prática, isso significa que muitos televisores atuais poderão não aproveitar integralmente os recursos da nova geração de transmissão. Embora conversores possam existir em algumas situações, a tendência é que os consumidores passem a buscar aparelhos já preparados para a nova plataforma.
Esse movimento cria um desafio para fabricantes e varejistas. De um lado, precisam administrar os estoques dos modelos atuais. De outro, precisam acelerar a introdução de equipamentos compatíveis com as futuras exigências do mercado brasileiro.
Por isso, a discussão não deve se limitar apenas ao preço das TVs. O consumidor está diante de uma mudança tecnológica que pode redefinir a forma de assistir televisão no país, assim como ocorreu na transição da TV analógica para a TV digital.
O mercado de televisores vive hoje uma combinação rara de fatores: avanços da inteligência artificial, disputa global por semicondutores, tensões geopolíticas, novos concorrentes internacionais e a chegada da DTV+. Quem acompanha essa transformação percebe que a próxima revolução da TV já começou — e ela vai muito além de telas maiores ou imagens mais nítidas.
Abs.
Olá Dinaldo, tudo bem? Esse texto é de IA, certo? Sem problemas, só pediria, por favor, que deixe isso claro quando escrever, OK? Valeu pela contribuição… Abs
Olá Orlando, tudo bem?
Sim. A minha IA ajudou a responder, só que o conhecimento é meu, ela simplesmente nos ajudou a ser mais assertivo.
Agradeço-lhe pela oportunidade.
Abs.