Netflix, agora também na TV paga

22 de outubro de 2018

Dois anos atrás, durante um evento, ao ser perguntado se tinha medo da Netflix, o presidente da Claro, José Félix, respondeu com ironia: “Netflix não é nosso concorrente, quem deve estar preocupado são as programadoras”. A propósito, vejam de novo esta entrevista. Impossível saber se já naquela altura os estrategistas do mercado de TV paga trabalhavam com a hipótese de se unir à Netflix. Fato é que a união já está acontecendo.

Na terça-feira passada, a Vivo começou a vender pacotes de TV incluindo Netflix, o serviço de filmes mais consumido da atualidade. Um dia depois, falando a investidores sobre o balanço do último trimestre, o presidente da América Móvil, dona da Claro (e da NET), anunciou que também terá Netflix em seu portifólio, embora sem dizer quando.

Ou seja, em vez das lamúrias que geralmente se ouve no setor, as operadoras parecem decididas a agir da forma mais pragmática possível: unindo-se ao suposto inimigo. A marca Netflix pode ser fator de atração para novos assinantes dos pacotes de TV por assinatura – e certamente ajudará na fidelização dos assinantes atuais. Com 130 milhões de usuários em todo o mundo, a empresa americana simplesmente não para de crescer (vejam o quadro abaixo). No Brasil, não há dados oficiais, apenas estimativas, que apontam para mais de 10 milhões de domicílios, o que seria mais que os 9 milhões de assinantes NET e Claro (somadas).

 

A man scrolls through a selection of viewing choices on the Netflix Inc. application on a tablet device in this arranged photograph in London, U.K., on Tuesday, Jan. 5, 2016.
 
 
 
NETFLIX EM NÚMEROS 

6,96 milhões de novos assinantes no último trimestre (julho-setembro)

US$ 4 bilhões de faturamento no período (crescimento de 34% sobre 2017)

80% de aumento no valor das ações este ano, até agora

130 milhões de assinantes no total, sendo 78,6 milhões fora dos EUA

US$ 13 bilhões de investimento este ano na produção de conteúdos próprios

FONTE: Forbes

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