Alexa e Google, falem comigo!

14 de março de 2019

Nesta terça-feira, a Amazon iniciou oficialmente os testes de seu assistente virtual Alexa em português do Brasil. Para muitos especialistas, é o que falta para fazer decolar no país essa categoria de produto, que já tem milhões de usuários na Europa e América do Norte. Os mais empolgados acreditam que os comandos por voz, hoje muito mais avançados do que nas primeiras versões, lançadas por volta de 2011/12, irão revolucionar a forma como todos nos relacionamentos com nossos aparelhos. 

Considerando que o Google Assistant (GA) também está adotando nosso idioma, é mesmo para ficar animado. Num comunicado resumido – bem ao estilo das gigantes de internet, que parecem sempre estar escondendo alguma coisa… – a Amazon enviou mensagem a alguns usuários informando que “você foi selecionado para ajudar a desenvolver a experiência do Alexa”. Ou seja, tem início uma fase de testes, sem prazo determinado, na qual os consumidores dirão se o serviço funciona.

Vale lembrar que assistentes de voz são, na prática, softwares do tipo aprendiz: com o uso contínuo, vão assimilando os hábitos do usuário, enquanto este se acostuma ao novo companheiro. Alexa, assim como GA, precisa reconhecer a voz do dono, sua entonação e eventuais sotaques para, com o tempo, ir fornecendo respostas mais rápidas e eficientes. Neste link, a AWS, divisão da Amazon para serviços corporativos, ensina a usar Alexa no trabalho.

Já o Google Assistant, que a empresa diz estar disponível em mais de 1 bilhão de dispositivos mundo afora, na verdade já pode há algum tempo ser acessado em português em tablets e smartphones Android, mas com limitações. TVs das marcas Sony e TCL que utilizam Android, estão agora sendo atualizados com esse recurso, o mesmo acontecendo com soundbars e fones de ouvido. 

A conferir se a velocidade da aceitação pelos consumidores será tão rápida quanto vem sendo nos países de língua inglesa.

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