Anatel entra no combate à pirataria

6 de setembro de 2019

Há cerca de um mês está no site da Anatel uma página com informações sobre o combate à pirataria de sinal de TV (clique aqui para ver). Pelos dados divulgados, já foram apreendidos 30 mil produtos, a maior parte receptores digitais que dão acesso ilegal aos canais de TV paga; 200 mil aparelhos que estavam no mercado sem a obrigatória homologação da Anatel; e foram retirados da internet 193 anúncios para venda desses produtos.

É bem pouco, considerando que, segundo a ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura), existem cerca de 4,5 milhões de domicílios hoje sendo servidos por equipamentos piratas, o que dá quase 30% do mercado total. E não é o fato desses dados serem publicados oficialmente que irá impedir a ação dos criminosos nem a adesão dos consumidores. Infelizmente, orientações sobre o risco de choques elétricos, explosões e vazamento de materiais tóxicos contidos nas caixas piratas não são suficientes para convencer a população a não consumir os produtos ilegais.

De qualquer modo, é bom que exista esse espaço. Mas o que está sendo preparado agora é uma ação mais incisiva envolvendo os órgãos de governo que cuidam (ou deveriam cuidar) do problema, entidades que representam os fornecedores de conteúdo e também o Poder Judiciário. Mas, como me disse recentemente um executivo, é um erro achar que pirataria é problema de polícia! No século 21, trata-se de uma questão mais tecnológica do que qualquer outra coisa. 

Um comentario para “Anatel entra no combate à pirataria”

  1. Alexandre Barbosa disse:

    Avalio que o problema da pirataria é sobretudo um problema também de comportamento e caráter. Ou fazemos o certo ou não. Eu optei em casa por Netflix, canais de Youtube e canais abertos de TV. Me basta. Precisamos parar com a lei de Gerson, o do levar vantagem em tudo. Chega aliás do levar vantagem em alguma coisa… quando alguém é passado para trás, na verdade o prejuízo é dividido por todos, a chamada externalidade. Vamos fazer um pacto por uma nova ética, de verdade?!?!

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