InfoComm, mais distante do Brasil

1 de julho de 2020

A InfoComm USA deste ano acabou sendo totalmente virtual, duas semanas atrás, na mesma data em que deveria acontecer a edição tradicional (presencial) em Las Vegas. Segundo os organizadores, mais de 20 mil profissionais – a maioria de fora dos EUA – participaram acessando o site do evento para assistir a palestras e demonstrações online de produtos (tudo está disponível até agosto no site oficial: vejam aqui). É a nova ordem mundial determinada pela COVID-19, que obrigou ao cancelamento ou adiamento de quase todos os eventos mundo afora. 

Agora mesmo está acontecendo o Congresso Tudo sobre IoT, que eu saiba o primeiro no Brasil que fica “no ar” durante 12 meses, ou seja, quem se inscreve tem um ano inteiro para ver e rever os vídeos do evento – pelo menos, é o que anunciam os organizadores. Como ninguém sabe até quando o vírus estará por aí, não há como pensar na volta de eventos presenciais com suas inevitáveis aglomerações (a menos para quem não é irresponsável como certos políticos e dirigentes de futebol).

Mas, voltando à InfoComm, a notícia da semana é o fim da parceria entre a AVIXA, dona do evento, e a AVI Latin Press, que organizou nos últimos anos as edições da InfoComm no Brasil (foto), México e Colômbia. A AVI não poderá mais usar a marca “InfoComm” e já anunciou que a partir de 2021 retoma sua programação usando apenas o nome TecnoMultimedia. A AVIXA continua promovendo webinars em português e espanhol para profissionais de toda a América Latina, além de seus cursos, alguns preparatórios à ambicionada certificação CTS (Certified Technology Specialist). 

Como os eventos já tinham mesmo sido cancelados devido à pandemia, o impacto dessa decisão só poderá ser medido no ano que vem, quando – espera-se – estivermos livres do vírus. 

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