Quando o som da TV importa (mesmo)

10 de janeiro de 2020

Aos poucos, vai se consolidando a ideia do áudio imersivo, cuja maior estrela é o processamento Dolby Atmos. E, embora muitos achem que só é possível perceber essa sensação em salas grandes e com caixas acústicas espalhadas pelo teto, a dinâmica do mercado vai se encarregando de mostrar alternativas. Na CES 2020, foram dezenas de TVs já trazendo Atmos integrado, além de outras tantas soundbars que proporcionam envolvimento similar. É um fenômeno que não tem mais volta.

Em alguns casos, você sequer consegue ver os alto-falantes embutidos no gabinete do TV, mas a percepção de sons rodando pela sala é irresistível. Claro, trata-se de simulações. Como se sabe, as ondas sonoras – especialmente os graves – precisam de espaço dentro do gabinete (como na foto abaixo) para as grandes massas de ar que geram aqueles efeitos. E num TV, a prioridade é o vídeo.

Acontece que os microprocessadores atuais fazem verdadeiros milagres. Seja em Dolby Atmos ou no concorrente DTS:X, os sinais de áudio são digitalizados com tal precisão que só mesmo ouvidos muito treinados percebem a diferença para os sinais das caixas convencionais. O conceito de “objetos de áudio”, base do processamento imersivo, foi criado justamente para otimizar as reflexões no teto e nas paredes. 

Dos principais fabricantes, por enquanto a Samsung é a única que não adotou nenhum dos dois padrões de processamento. Em vez disso, a empresa anunciou na CES o chamado OTS (Object Tracking Sound) equipando suas TVs 8K. São 6 minúsculos falantes embutidos no gabinete: 2 em cima (um deles na foto), 2 em baixo e um de cada lado. Além disso, a Samsung informou que os TVs vêm com algo chamado AVA (Active Voice Amplifier), um microfone – também minúsculo – que detecta os ruídos do ambiente e ajusta automaticamente a reprodução do TV.

Enfim, além do vídeo, todo mundo muito preocupado com o áudio dos TVs. Até porque as vendas de receivers continuam caindo.

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