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Tecnologia para tudo (e para todos)

A nova geração de receivers

19 de julho de 2021

 

 

Cerca de um ano atrás, comentávamos aqui sobre o mercado de receivers, que no mundo inteiro vinha sofrendo com o crescimento das soundbars. A tendência continua, só que aparentemente os fabricantes de receivers decidiram contra-atacar recheando esses aparelhos de tal quantidade de recursos que os transformam quase em “super máquinas”.

Como se sabe, não há produção de receivers no Brasil e, portanto, todas as marcas disponíveis são importadas. Temos aqui quase todas as melhores do mundo: Marantz, Yamaha, Denon… Desde o ano passado, tem havido mudanças na distribuição (vejam aqui e aqui), e é claro que a dinâmica do mercado vem restringindo a variedade de modelos disponíveis nas lojas físicas; nas virtuais, pode-se encontrar praticamente de tudo, mas esse é um mundo à parte, cheio de riscos.

No entanto, examinando as linhas das principais marcas, descobrimos novas maravilhas da era digital. Com processadores cada vez mais refinados, os receivers 2021 estão vindo com recursos como:

Height Virtualization – Simulação dentro do ambiente Dolby Atmos, em que se pode configurar, pelo menu, alto-falantes virtuais como se houvesse caixas acústicas no teto.

Correção acústica da sala (Digital Room Correction) – Aperfeiçoamento dos tradicionais softwares de calibragem, utiliza algoritmos para compensar os efeitos do ambiente sobre o sinal de áudio. Existem várias versões: ARC Genesis, Dirac Live, YPAO, AccuEQ e outras (detalhes aqui).

Zone 2/3/4 – Ampliação dos recursos de multiroom a partir do receiver, que passa a funcionar como uma central de distribuição de áudio pela casa. Parte da potência do receiver é canalizada para alimentar caixas acústicas instaladas em dois ou três ambientes adicionais. As saídas podem ser amplificadas ou apenas pré-amplificadas.

Compatibilidade com 8K – A chegada da versão 2.1 do HDMI abre novas possibilidades para a integração da casa via receiver. Com capacidade de até 48 Gigabits por segundo (contra 18Gbps do HDMI 2.0), essa conexão permite trafegar sinal 8K dentro da residência – por exemplo, entre um receiver e um TV ou projetor dessa categoria. Vale lembrar que já existe oferta razoável de conteúdos 8K no YouTube. O raciocínio acima vale também, com muito mais propriedade, para filmes, séries e games em 4K.

Mais conexões – A nova geração de receivers tem até 8 entradas HDMI, além das analógicas e das específicas de áudio (óptica e coaxial), sem contar a conexão de rede e uma multiplicidade de conexões sem fio: Wi-Fi, Bluetooth, AirPlay2 (esta só para dispositivos Apple).

Mais canais de áudio – O básico atualmente em receivers é a configuração 7.2 canais, mas aparentemente essa é uma escala que tende ao infinito. O modelo MRX-1140, da canadense Anthem, por exemplo, é especificado em 11.2 canais amplificados, mas pode pré-amplificar até 15.2 canais.

DTS:X Pro – Se o Dolby Atmos é mais famoso, seu concorrente avança rapidamente. Essa versão do DTS imersivo permite reconfigurar os canais originais para alimentar até 32 caixas acústicas espalhadas pelo ambiente. Segundo a empresa californiana, trata-se de uma adaptação “home” do padrão mais avançado de processamento para salas de cinema.

7 Replies to “A nova geração de receivers”

  1. JOAO CARLOS JANSEN WAMBIER disse:

    Beleza! Pena que tudo isso vem sendo usado para assistirmos a filmes que parecem ficar piores a cada nova leva de lançamentos.

  2. JOSÉ CARLOS disse:

    Olá Senhor Orlando Barrozo.

    Tenho comigo o Receiver Onkyo TX- SR 806 e sinceramente não posso deixar de elogia-lo pelo seu desempenho deixando todos quando aqui estão maravilhados e encantados !! Hoje com a evolução da tecnologia fico em dúvida é claro pelas outras grandes marcas disponível como o Senhor mesmo mencionou ( Marantz , Denon ,Yamaha .. ) .
    Acompanhando suas matérias Senhor Orlando e também do Alex pelo site e pela revista Hometheater tive conhecimento quanto ao Receiver Yamaha 3080 (https://www.hometheater.com.br/portal/2019/08/15/receiver-yamaha-rx-a3080-alta-potencia-e-audio-imersivo/ ) também do Receiver Marantz ( https://www.hometheater.com.br/portal/2021/07/13/novos-receivers-marantz-suportam-dolby-atmos-e-video-8k/ ) .
    Na hora de decidir quanto a compra de um novo Receiver fica difícil e por isto procuro me espelhar ou ter o apoio de pessoas especializadas no assunto como o Senhor e Alex .
    Já está na hora da troca do meu receiver é claro e neste novo com o envolvimento Dolby Atmos .

    Parabéns sempre pelo seu amplo conhecimento .

    Um forte abraço

    JOSÉ CARLOS
    COLATINA ES

  3. JOSÉ CARLOS MARIANELLI disse:

    O receivers em minha sala de cinema eu o considero o general !! Mas será que hoje em dia vale mesmo todo este investimento ?

    Eu não sei se estou certo no que vou digitar mas tenho minhas dúvidas ; Eu duvido e gostaria de fazer até um desafio ao maior conhecedor em tecnologia quanto a qualidade de imagem e áudio fazendo as seguintes comparações : Bbixar o filme em streaming e ter a imagem e áudio jamais na minha colocação é ou será igual a uma mídia física ( filme blu ray ) levado ao blu ray Player e com um receivers compatível com DTS Master , True ,Dolby Atmos etc . Colocado o filme no Blu ray Player o receivers decodifica, fazendo a leitura nos proporcionando o melhor envolvimento sonoro . Streaming jamais nos dará este privilégio !!
    Bem colegas leitores como o fim das locadoras e sem também os filmes em blu ray para a compra em sites não sei se vai valer apena ter todo o investimento na compra dos novos lançamentos de aparelhos com tanta tecnologia como os generais receiver e outros !!
    Eu como colecionador de filmes com mais de mil DVDs e 400 blu ray todos originais fico triste em ver a cada dia diminuindo ou desaparecendo os lançamentos no Brasil dos filmes em Blu ray . Muitas produtoras e indústria já anunciaram que não lançarão os seus filmes em Blu ray no Brasil e quem perde com isso somos nós apaixonados e colecionadores !!
    Eu posso estar errado mas é assim que estou observando as coisas !!

  4. Orlando Barrozo disse:

    Olá, Zé Carlos, obrigado pela mensagem. Acho que ninguém tem dúvidas sobre a superioridade das mídias físicas, tanto em vídeo quanto em áudio. Embora a qualidade do streaming venha melhorando, falta muito ainda para chegar ao nível dos discos, especialmente Blu-ray 4K e, no caso de música, CD HiRes e vinil Hi-Fi 180g. Só que a maioria das pessoas hoje busca mais praticidade, e nisso as mídias online são imbatíveis. Quanto aos receivers, continuam sendo a melhor maneira de preservar a qualidade sonora das gravações, seja em que formato for. A menos que sua conta bancária permita investir numa sala de áudio high-end, com processador e amplificador modulares e de alto padrão, são os receivers que oferecem a maior flexibilidade para montar um sistema AV com boa potência, detalhamento sonoro e recursos para ajustes personalizados. Isso vale tanto para filmes e séries quanto para shows e outros conteúdos de vídeo, além de música, analógica ou digital. Abs.

  5. JOSÉ CARLOS MARIANELLI disse:

    Olá Senhor Orlando .

    Como sempre eu grato pelos esclarecimentos por parte do mesmo .
    Quem sou eu …quem dera minha conta bancária permitir um investimento numa sala de áudio highénd,com processador e amplificador modulares e de alto padrão ….. Etá quem sabe se eu ganhar uma boa grana na lotofacil ai sim faria este investimento com toda a certeza e iria contratar o Senhor e o Alex para fazer a montagem e toda a calibragem ,ajuste para o funcionamento adequado de tudo . Meu sonho sinceramente !!
    Abração para o Senhor Orlando e fique sempre com Deus .

  6. Amarildo Costa disse:

    Existe algum país em que a qualidade da internet permite equiparação entre streaming e mídia física?

  7. Orlando Barrozo disse:

    Olá Amarildo, sabemos que os países com melhor rede de banda larga são os asiáticos (Coreia do Sul e Japão) e os escandinavos (Finlândia, Suécia, Dinamarca e Noruega). Mas, sem ser expert no assunto, acredito que seja impossível equiparar as duas formas de transmissão, pelo menos com as tecnologias disponíveis hoje. Toda distribuição de sinal online envolve algum tipo de compressão e/ou interferência, além de ser dependente de fatores como cabeamento, instalação de torres, postes etc. Não sei se respondi sua dúvida; se algum leitor tiver mais esclarecimentos a respeito, agradecemos. Abs.

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