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Perigo nas caixinhas de streaming

22 de dezembro de 2021

 

 

Em maio, comentávamos aqui sobre a ação da Anatel contra os sites que vendem caixinhas de streaming não homologadas. Problema antigo, mas que vem se agravando com o aumento da procura pelos serviços desse tipo, especialmente Netflix. Em setembro, a Agência chegou a advertir publicamente o Mercado Livre, uma das lojas “especializadas” em produtos ilegais – advertência que, pelo visto, não surtiu muito efeito, já que vários desses itens continuam lá à venda.

Mas a iniciativa da Anatel, que no passado não tinha o mesmo rigor diante da pirataria de DVDs, por exemplo, não se limita a apreender produtos ilegais. Nesta 4a feira, a Agência informou que concluiu os primeiros estudos para identificar quais problemas as tais caixinhas causam – além dos prejuízos financeiros já fartamente conhecidos.

Com auxílio de técnicos da Ancine e da ABTA, entidade que representa as operadoras de TV paga, os agentes confirmaram o que a maior parte dos experts já sabia: as caixinhas contêm malwares, que são softwares criados para infectar o aparelho e tudo que se conecta a ele. Segundo o relatório, através desse recurso criminosos podem assumir o controle da caixa de streaming para capturar dados dos usuários, inclusive registros financeiros e arquivos com fotos que estejam armazenados na mesma rede.

Os técnicos chegaram a verificar, usando as caixas como se fossem consumidores comuns, que durante a operação normal eram realizadas atualizações do malware pela técnica do botnet, que é quando se consegue montar uma rede de máquinas infectadas. No limite, essas redes criminosas podem realizar ataques do tipo DDoS, sigla em inglês para “negação distribuída de serviços”. Em português claro: infiltrar-se em redes de grandes empresas e instituições, públicas e privadas.

Diz a Agência que os testes foram feitos com caixinhas adquiridas no mercado, seja em pequenos comércios ou em marketplaces de grandes varejistas online, e com acompanhamento de peritos forenses. E continuarão a ser feitos, com caixinhas de marcas diversas.

Nem é preciso dizer que se está lidando com estruturas criminosas organizadas, que vêm sendo acompanhadas há alguns anos e que em muitos casos operam fora do país. Infelizmente, é difícil afirmar que ações como essas venham a ter efeito sobre o principal causador do problema, que é o próprio consumidor, aquele que julga estar fazendo um grande negócio quando compra um aparelho visando burlar a lei.

De qualquer forma, é importante mais uma vez divulgar e apoiar o trabalho da Anatel e demais autoridades envolvidas. Para quem quiser saber mais detalhes, este é o link para o relatório técnico completo.

Um comentario para “Perigo nas caixinhas de streaming”

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