Cotas na TV: a quem interessa?

                O site www.liberdadenaTV.com.br é praticamente o único veículo onde se pode discutir a questão das cotas de programas nacionais na TV paga. Quer dizer, não exatamente discutir, mas tomar conhecimento da discussão que já acontece nos bastidores das emissoras e no Congresso, mas que por algum motivo a mídia em geral não está cobrindo.

Para quem não está acompanhando: dois deputados (um do PT e outro do PR) apresentaram na Câmara, no ano passado, projetos-de-lei determinando que as operadoras de TV paga destinem pelo menos 50% de sua grade a programas nacionais. Um deles foi ainda mais longe: estipulou que até mesmo os canais estrangeiros (como TNT, HBO e CNN) apresentem no mínimo 10% de programas brasileiros!!!

Os projetos estão agora em tramitação numa comissão da Câmara (a de Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicação – aliás, como é possível que alguém entenda e dê palpite sobre todos esses assuntos?). E, como a discussão ocorre lá dentro do Congresso, sem cobertura da mídia, o consumidor que tem sua assinatura de TV fica sem poder se manifestar; pior, sem nem saber o que acontece. Na verdade, correto seria o contrário: os distintos deputados deveriam, antes, perguntar o que o assinante (que também é eleitor) acha dessas idéias, certo?

Se você é assinante, sugiro que visite esse site e se integre à campanha da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura), que naturalmente é contra esses projetos absurdos. Como já vimos em outras votações, somente a força da opinião pública tem algum poder sobre os políticos. A menos que você concorde em pagar para ver programas brasileiros.

Antes que seja mal interpretado, quero deixar claro que não sou contra a produção nacional. Ao contrário, prefiro ver uma minisérie brasileira, como as que a Globo geralmente produz, do que a maioria dos seriados americanos em cartaz. Mas isso é coisa que não se pode impor a ninguém. O assinante paga para ver o que gosta, não o que querem que ele veja, e essa é a grande virtude da TV paga em todo o mundo.

Novo vídeo de Bill Gates

Agora virou piada. Depois que foi divulgado o “vídeo de despedida” de Bill Gates, produzido pelo próprio, já surgem as paródias.

O assunto foi parar o talk-show de David Letterman na CBS, que exibiu um outro vídeo, igualmente engraçado, e que naturalmente foi parar no YouTube.

Confira:

[youtube]5NoGbLI3ePA&rel=1[/youtube]

Ainda a CES

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        Andando pelas ruas e hotéis de Las Vegas, é incrível a quantidade de pessoas utilizando um Blackberry ou equivalente. Não quero fazer propaganda dessa marca, que foi a primeira a investir nos chamados smartphones, mas o fato é que o modelo deu mais do que certo: um telefone GSM (portanto, de uso internacional) com teclado para você digitar seus e-mails e mensagens rápidas, com acesso fácil à internet (nos EUA, ha cinco ou seis operadoras oferecendo esse serviço), mais câmera digital e MP3 player. Tudo na palma da mão. A Palm, com seu Treo (que, por sinal, não esteve na Feira), também vende muito, e agora Nokia, Motorola, Samsung, Sony Ericsson e LG prometem entrar pesado nessa briga.

Vimos na CES uma dezena de demonstrações desses fabricantes, comprovando que o futuro é mesmo do celular (veja na foto o estande da Blackberry e dê uma olhada também em alguns vídeos que fizemos no evento). Para mim, o futuro é dos dispositivos móveis, que podem ser acessados a qualquer hora e em qualquer lugar.

Notem bem, aqui não se trata de alta definição, embora muita gente esteja confundindo as duas coisas. Para aparelhos móveis, que necessariamente precisam ter tela pequena, não há necessidade de resolução alta. Importante, mesmo, é a praticidade e a conveniência. E os fabricantes já sabem disso.

Os ricos também compram

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 Reportagem deste domingo na Folha de S.Paulo confirma o que já se suspeitava: o número de ricos no Brasil está aumentando!!! O quê?, perguntará você, como se a notícia se referisse a outro país. Não, é aqui mesmo. Segundo estudo do Boston Consulting Group (BCG), o número de brasileiros que possuem mais de 1 milhão de dólares em aplicações financeiras aumentou, de 130 mil em 2006 para 190 mil em 2007. Ou seja, 60 mil pessoas entraram para esse seletíssimo clube no ano passado. O Brasil, nesse quesito, só fica atrás da inalcançável China.
 
Bem, e o que isso quer dizer? A meu ver, trata-se de um processo contínuo de acumulação de renda, que começou há uns dez anos como efeito do Plano Real, e que está se acentuando agora com o aumento dos investimentos externos no País. Não vou me alongar nisso porque não sou economista, mas o fato é que temos aí uma quantidade expressiva de potenciais consumidores de tecnologia.
 
Se eu fosse revendedor ou integrador de equipamentos eletrônicos, tentaria descobrir onde moram esses felizardos e seus amigos, que segundo o BCG acumulam uma fortuna em torno de US$ 675 bilhões, ou quase metade do PIB brasileiro. São potenciais compradores de casas e apartamentos de alto padrão, que provavelmente querem montar seus sistemas de home theater e redes domésticas com o máximo de conforto e segurança que a tecnologia pode proporcionar.
 
Ou não?

Blogger banido da CES

Os blogs são uma febre em todo o mundo. Não é por acaso que você está aqui, lendo este. São pequenos sites especializados em determinados temas, geralmente (mas nem sempre) escritos por especialistas que têm algo a dizer além do noticiário convencional.

Tornaram-se uma mídia tão importante que este ano a CES reservou a eles até um espaço à parte: a Blogger´s Room, bem ao lado da Press Room, que vêm a ser as salas reservadas à imprensa em geral. A princípio, um reconhecimento mais do que oportuno sobre a importância dos blogs na comunicação globalizada. Se bem que já ouvi queixas contra a “discriminação”, como alguns blogueiros qualificaram a tal sala separada.

De qualquer forma, as assessorias de comunicação dos principais fabricantes (e também a da CES) esmeram-se em agrados a esses profissionais, que têm entre seus principais predicados, sem dúvida, o fato de serem formadores de opinião. Recentemente, a Monster Cable patrocinou uma “convenção de bloggers” em Nova York, levando cerca de 50 deles a dois dias de debates num hotel.

Bem, mas como em tudo neste mundo, sempre há os exageros. Na 5a. feira, último dia da CES, um integrante do blog Gizmodo utilizou uma arma digna de um Bin Laden tecnológico: para testar um novo controle remoto, lançado pela empresa Make, que pelo relato seria capaz de ativar/desativar qualquer aparelho dotado de sensor infravermelho, ele simplesmente desligou diversos displays que eram utilizados em demonstrações no evento. Prejudicou com isso empresas como Panasonic, Motorola, DISH TV e outras (veja o vídeo abaixo).

Os displays se apagaram diante de pessoas atônitas, inclusive desesperados demonstradores que não sabiam o que fazer.

Na 6a. feira, a direção da CES distribuiu comunicado anunciando que o tal blogueiro já havia sido identificado e que será banido dos próximos eventos. Informou ainda que estuda outras medidas legais contra a empresa Gawker Media, responsável pelo Gizmodo.

Moral da história: liberdade de expressão é ótimo, desde que seja bem utilizada.

Para ver o vídeo, clique na imagem abaixo:

Momento de celebridade

george_benson.jpg

 Visitando um mini-laboratório de testes da Monster na CES, dei de cara como ninguém menos do que George Benson. Ele mesmo, em pessoa. Um dos maiores guitarristas da história, e também cantor pop de sucesso, ele é amigo pessoal de Noel Lee e atua como garoto-propaganda da Monster (segundo consta, sem cobrar nada, apenas pela amizade).

 Também extremamente simpático, Benson tirou fotos e conversou um pouco sobre música brasileira. Está mais gordo do que quando o vi tocar pela primeira vez em São Paulo, há uns vinte anos. Mas, afinal, já tem mais de 60 anos. Curiosidade: entrou na Feira com o crachá de um certo Bob Schaffner, que não sei quem é. Provavelmente, se entrasse com seu nome verdadeiro, no meio de tanta gente, não conseguiria andar pelos corredores.

Um outro gênio

No último dia da CES, entrevistei Noel Lee, fundador e proprietário da Monster, maior fabricante de cabos de áudio/vídeo do mundo. Não foi nossa primeira entrevista, Lee é muito simpático e atende todo mundo com a maior boa vontade. Tem um problema circulatório nas pernas que o impede de andar muito e dificulta seus movimentos. Durante a CES, andava pelos corredores a bordo de uma espécie de patinete eletrônico, que já virou sua marca registrada.
 
Na minha opinião, Lee pode ser colocado naquela categoria dos visionários da indústria, onde se incluem nomes como Bill Gates, Steve Jobs, Akio Morita, Amar Bose e vários outros. O homem enxerga longe. Quatro anos atrás, me disse que já previa o crescimento dos sistemas sem fio e que estava preparando a Monster para esses novos tempos. Hoje, a empresa brilha também em áreas como sistemas de proteção de energia e automação residencial, por exemplo.
 
“Tudo que se pode fazer com uma conexão sem fio, pode-se fazer melhor com fios”, resume Lee. O problema, diz ele, é educar o consumidor para isso, e é o que ele cobra diariamente de seus funcionários e parceiros.  

Em tempo: o vídeo está abaixo: 

[youtube]7AyUxqf2Gmw&rel=1[/youtube]

Não falei?

Vocês viram no YouTube o vídeo do Bill Gates? Acabei de ver. É engraçadíssimo e, para mim, confirma que o homem não vai mesmo se aposentar. Ele faz piada o tempo todo com essa coisa de aposentadoria que, convenhamos, não combina com uma figura como ele. Basta ouvir o que dizem seus “colegas” de trabalho.
 
No vídeo, Gates literalmente fica sem saber o que fazer após se despedir da Microsoft. Chega a pedir a emprego a gente como Steven Spielberg. Oferece-se para tocar guitarra no U2, o que é gentilmente recusado por Bono Vox, com a justificativa de que “a banda já está completa”. E liga até para os candidatos democratas à presidência, Hilary Clinton e Obama Barack, pedindo para trabalhar na campanha (não deixa de dizer, com isso, que apoia os democratas).
 
Ou seja, Gates brinca com a idéia de, após 30 anos, ficar sem trabalhar. “Bem que ele poderia, afinal economizou um pouquinho”, ironiza seu sócio, Steve Ballmer. Pois é, só um pouquinho. Mas não está com cara de quem quer ficar em casa, gastando o dinheiro que juntou.

[youtube]Xr5w3X4R8b4&rel=1[/youtube]

Ufa!!!

A CES chega ao fim, e bate uma sensação de alívio. Afinal, foram oito dias de trabalho intenso e um stress fora do norma, para colocar no ar as notícias mais quentes que conseguimos obter.

A cobertura, na verdade, continua: várias notícias que colhemos na CES serão divulgadas aos poucos, nos próximos dias.Mas ontem (5a.) já tivemos algumas horas de relax, que serviram para conhecer melhor esta fantástica didade. Hoje, pegamos o avião de volta ao Brasil. CES, até 2009.

Darth Vader também está aqui

Íamos caminhando por um dos abarrotados corredores da Feira quando vimos um robozinho no chão, tremendo como se estivesse com febre. Impossível resistir à curiosidade: o que seria aquilo? Uma reencarnação do velho robô do “Perdidos no Espaço”, aquele que vivia repetindo “positivo… negativo… positivo…” (desculpem os mais jovens, mas Perdidos no Espaço é da minha infância).

Voltando ao nosso querido robô, era uma simulação de “Star Wars”, preparada pela Texas Instruments, para demonstrar um novo chip. O controle remoto que comanda o robô parece uma nave do Darth Vader. Na tela, claro, imagens do filme em alta definição. Nem sei se isso vai chegar ao mercado, e também não importa. Valeu pela curiosidade. Se você também ficou curioso, dê uma olhada no vídeo.

[youtube]LlKYZaKfgaw&rel=1[/youtube]

Maldita nostalgia!

 

John Lennon está aqui. Não, não é um daqueles famigerados sósias (tipo Elvis) que perambulam pelos cassinos de Las Vegas e às vezes até vêm conversar com você, como espíritos recém-chegados do outro mundo. Quem está aqui, na verdade, é Yoko Ono, rainha do marketing, que agora bolou uma tal de “John Lennon Educational Tour Bus”. 

Juntou um grupo de artistas atuais (como a turma do badalado Black Eyed Peas) e prometeu sair de ônibus pelo País, para ensinar música e artes em geral a jovens e crianças. Pelo que entendi, seria um tour para mostrar as pessoas parte da obra de John. Pensei comigo: coitado, lá do céu ele deve estar se remoendo ao ver como sua viúva continua faturando. Justamente ele que, dos quatro Beatles, sempre pareceu o menos preocupado com dinheiro.
 
Não posso negar que, mais uma vez, bateu a nostalgia. Melhor esquecer: a CES continua e tenho que correr para lá…

Onde estão os audiófilos?

 

Tenho ouvido essa pergunta com freqüência ultimamente, e mais ainda aqui na CES. Com a pulverização dos fabricantes tradicionais de equipamentos high-end, o que foi feito dos verdadeiros amantes do áudio, aqueles que antigamente se ajoelhavam diante de um amplificador Jeff Rowland, um toca-discos de vinil Garrard ou até um gravador de rolo Akai?
 
Segundo um executivo da Marantz com quem conversei, eles estão por aí, mas com uma diferença essencial em relação aos consumidores, digamos, normais. Estes continuam comprando seus produtos preferidos, enquanto os audiófilos… bem, estes ficam apenas lendo revistas de áudio e não compram nada.
 
Não sei se é uma boa definição, mas o fato é que, goste-se ou não, a era do MP3 colocou no limbo toda uma geração de belos produtos criados pelo gênio humano. Por isso, quando topamos com uma caixa acústica como esta McIntosh, com nada menos do que 110 alto-falantes e 2m10 de altura, não dá para não ficar extasiado. Quantas casas hoje em dia terão espaço para tal preciosidade?
 
Sensação parecida tive diante da nova Evidence, da Dynaudio, também exposta aqui em Las Vegas. Mas foram momentos raros, pelo menos até agora. Os grandes nomes do áudio estão escondidos em pequenas salas, ou então desapareceram de vez, dando lugar à geração made in China.
 
Recentemente, a Krell anunciou que estava lançando um dock para iPod. Na semana passada, a Mark Levinson uniu-se à LG para produzir – pasmem – sistemas compactos de home theater. Para quem conviveu um bom tempo com essas e outras marcas de igual quilate, não deixa de bater uma certa nostalgia.
 
Voltarei ao assunto em breve, mas por hora quero deixar registrado um momento único, proporcionado hoje pela B&W, aqui na CES: uma reexibição da célebre Nautilus, a original, em três versões comemorativas. Ao tirar a foto, confesso que o coração bateu mais forte.

Congelando na fila…

 

Em São Paulo, costumamos brincar que paulistano é louco por fila. Seria essa a razão por que churrascarias nos almoços de domingo e pizzarias nas noites de sábado têm que armar esquemas especiais para os clientes esperarem na calçada sua vez de ser atendidos.
 
Pois bem, aqui em Las Vegas esse tipo de pessoa iria se dar bem. As filas já estão se tornando uma tradição nesta cidade por onde passam, todos os anos, mais de 40 milhões de turistas (só para comparar: o Brasil inteiro recebe cerca de 6 milhões). Na cidade do jogo, tem fila para tudo: espera no taxi, restaurantes, monorail (espécie de metrô de superfície que atravessa a cidade), entrada na CES, a espera para entrar em alguns estandes e – acreditem – fila até para ir ao banheiro. Sim, se você estiver apertado, precisa exercitar seu lado zen para não dar vexame em público. E que público: este ano, são mais de 140 mil visitantes na CES.
 
Engraçado que a população da cidade cresce (pior: dobra de tamanho a cada dez anos, desde 1940) e o sistema de transportes continua o mesmo. O número de taxis não aumenta, e o resultado é…. mas filas.
 
A pior fila, na minha opinião, é aquela na porta do hotel, especialmente quando você tem um compromisso inadiável do outro lado da cidade. Em determinados momentos do dia você pode passar até uma hora esperando seu cab. Aconteceu comigo, pela enésima vez, nesta 3a. feira, sob um frio congelante. Tive sorte de serem apenas 20 minutos de espera. Mais sorte ainda porque colocaram ali um aquecedor e passei a maior parte do tempo sob essa santa (e calorosa) proteção. Vejam na foto.
 
É, mas alegria de pobre dura pouco. Quando aquele calorzinho já estava ficando agradável, meu taxi chegou. E lá fui eu para a próxima fila.

Fórmula 1, dentro da CES

Confesso que já ia me sentindo como um Schumacher… Percorrendo o enorme estande da Pioneer, demos de cara com um carro superequipado, com som a todo vapor (nem consegui contar quantos alto-falantes) e uma tela de DVD/GPS no painel. Volante à la Fórmula 1 e apenas um banco (o do motorista, é claro). Já ia tomando meu lugar no cockpit quando um segurança da Pioneer, bem delicado, me disse que não podia entrar no carro. Frustração: logo agora que eu ia me transformar no novo Senna (cá entre nós: daria mais para um Rubinho, mas isso é outra história…)

O fato (registrado na foto ao lado) é que a Pioneer literalmente detona em termos de som automotivo – o que, aliás, não é nenhuma novidade para os entendidos no assunto. Foi um momento descontraído, em meio a essa neura que é a CES.

Adeus, mr. Gates

 

Alguém acredita mesmo que “o homem” está se aposentando? Esta foi a grande “notícia” do primeiro dia da CES na imprensa mundial, e vocês devem ter notado que não demos nada no nosso site. Na verdade, há pelo menos cinco anos que Bill Gates faz o discurso de abertura da CES, e quase sempre fala a mesma coisa. Tentei entrar na sala duas vezes e vi um monte de pessoas sentadas no chão para ver o cara falando. Desisti. Desta vez, nem fui.

Vi alguns colegas dizendo que tiveram o privilégio de ver a “despedida”, mas acho que não perdi nada. Bill Gates é uma figura tão mitológica que vai continuar em nossas vidas por muitos anos. Mais ou menos como o Pelé, que encerrou a carreira de jogador há mais de 30 anos e aparece todo dia na mídia, como se continuasse em atividade.
 
Vocês que são fãs de Gates, desculpem não termos dado a “notícia”, mas é que achamos mais valioso cobrir as novidades da CES. E vocês que não são tão fãs assim, lembrem-se que ele não vai largar a Microsoft. Gates e MS são como sol e mar: um não pode viver sem o outro.

Telas finas e frágeis

 

Esta 2a. feira, primeiro dia aberto aos visitantes da CES, já nos valeu pelo evento inteiro. Aliás, desculpem: não coloquei nada no blog porque simplesmente não deu – nossas aventuras na Feira ocuparam todo o dia; com a diferença de fuso horário (6 horas a menos), ficou impossível escrever a tempo.
 
Bem, mas aqui estou, sobrevivido, após uma maratona de vídeos e fotos que, como disse, nos ocupou o dia inteiro. Quem quiser pode dar uma olhada no hometheater.com.br. Valeu a pena estar aqui, no centro das notícias sobre tecnologias, vendo como os principais fabricantes produzem esse verdadeiro show que é a CES.
 
De tudo, o que mais me impressionou foram mesmo as telas ultra-finas, como as da Samsung, Sony e Pioneer (veja na foto). Seu brilho é tão intenso que lembram aqueles espelhos de parede (notem nos vídeos que ficou até difícil mostrá-las, devido aos reflexos do ambiente. Há quem diga que as de tecnologia OLED não vão durar muito porque o material é frágil. E parece que é mesmo, a julgar pela aparência inicial.
 
A Sony já lançou no Japão e promete vender nos EUA ao longo deste ano. Mas diga a verdade: você, que acabou se comprar seu plasma ou LCD, trocaria por alguns milímetros a menos?

Mac com Blu-ray?

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Pois é, acabou de estourar a notícia (se é que podemos chamar isso de notícia; pode perfeitamente ser mais um balão de ensaio, com interesses ocultos). O fato é que no próximo dia 14 a Apple realiza em San Francisco, como todo ano, seu encontro mundial com revendedores, parceiros e mídia especializada. No ano passado, lembram-se? Foi aquele auê com a estréia do iPhone. Agora, todo mundo se pergunta o que será que Steve Jobs irá aprontar…
 
Pode perfeitamente ser a confirmação de que a próxima geração do Macintosh virá com drive Blu-ray integrado. A Apple, como se sabe, até agora manteve-se neutra na disputa dos formatos, mas não será surpresa se arrombar de vez essa porteira. Depois do anúncio da Warner, isso seria, sem dúvida, o fim do HD-DVD. Atenção para os próximos capítulos.

O furo, onde está o furo?

Na telinha do computador, a caminho da CES, ficamos sabendo que a Warner Home Video decidiu não lançar mais discos HD-DVD e concentrar-se no Blu-ray. O que significa uma notícia dessas na véspera da abertura do evento mais importante do setor? Muito, mas muito mesmo! Basta dizer que a HD-DVD Association, capitaneada pela Toshiba, cancelou na última hora a festa que daria neste domingo para jornalistas e convidados, onde iria “comemorar” o sucesso de sua criação. Executivos da empresa, constrangidos, evitam falar do assunto.
 
Como jornalista, aposto um ingresso para um dos cinco shows do Cirque de Soleil em cartaz em Vegas, que todos os colegas especializados na área gostariam de ter dado esse furo: um dos maiores estúdios de Hollywood anuncia uma decisão que – salvo algum milagre completamente imprevisto – irá encerrar de vez essa estúpida guerra de formatos entre Blu-ray e HD-DVD. Mas a Warner guardou o segredo a muitas chaves, de modo que nenhum veículo de mídia conseguiu dar a notícia antes do anúncio oficial.
 
Nos meus tempos de repórter iniciante, a busca pelo furo era obrigação estimulada por editores mal-humorados e regada a cafezinhos e cigarros consumidos às dezenas todos os dias. Nestes tempos globalizados, acho que não há mais espaço para o furo, no sentido tradicional. E quem vier para a CES pensando em dar notícias “exclusivas”, pode sair decepcionado. Vale mais, acredito, a paciência e persistência em saber interpretar notícias como essa da Warner e seu impacto para a indústria e para o consumidor.
 
Vamos tentar fazer isso nos próximos posts.

Limusine com champanhe

Bem, enquanto o stress não bateu, pudemos ter momentos (poucos, é verdade) de mordomia. Eu e o Edu fomos recebidos no aeroporto de Las Vegas por um motorista com limusine, com direito a champanhe, no melhor estilo superstar. Surpresa reservada pela operadora Tristar e pela agência Interline, que cuidaram de nossas reservas.

OK, OK, faltaram as taças de cristal e quem sabe algumas almofadas com penas de ganso para descansar nossas cansadas pernas. Mas ainda assim valeu. Foram menos de 10 minutos até chegar ao hotel. 10 minutos de celebridade!!!