Conheça o “Gato Velox”

Notícia divulgada há alguns dias – e muito discretamente – pela Folha Online mostra como funciona um novo sistema de distribuição de internet banda larga no Rio de Janeiro. Vale a pena detalhar, porque ilustra bem a situação em que vive este país dos espertinhos.

Um rapaz de 25 anos, classe média, foi preso quando descobriram que ele havia adquirido uma assinatura do serviço Velox, de 300Kbps, da operadora Oi, e de casa distribuía o sinal, via antena, para outras dez residências do município de São Gonçalo. Por apenas R$ 30, moradores da cidade ganharam conexão de banda larga (lenta, é verdade, apenas 50Kbps) e acesso a e-mails, MSN e sites de relacionamento e informação não muito carregados.

Esses “gatos”, que antes utilizavam fios clandestinos, agora se baseiam em antenas, o que torna mais difícil localizar suas bases. Ou seja, o gato virou wireless!!! A polícia encontrou redes sofisticadas. Em Bangu, por exemplo, uma delas oferece três planos: 150Kbps, a R$30; 300Kbps, a R$ 60; e 600Kbps, a R$ 110). Você pode escolher e até receber carteirinha!

Esse é o Brasil!

Universidade de tecnologia

No próximo final de semana, a CEDIA (Custom Electronics Design & Installation Association) realiza em Buenos Aires um treinamento para profissionais argentinos de home theater. Com instrutores “gringos” e certificação oficial da entidade. Trata-se de mais um passo na internacionalização da CEDIA, que há tempos deixou de ser “apenas” uma organização norte-americana.

cedia.jpgEm abril, o treinamento vem para o Brasil, durante a Digital Home Expo (www.dhexpo.com.br), no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Será o primeiro evento do gênero no País. Os profissionais brasileiros poderão então equiparar-se aos hermanos em termos de especialização técnica fornecida por quem mais entende do assunto no mundo atual. E, como eles, receberão o selo de certificação da CEDIA, que para quem é do ramo vale ouro.

Com isso, a CEDIA finca definitivamente os pés na América do Sul, uma das poucas regiões do mundo onde ainda estava devendo. Já existem unidades da CEDIA no Japão, Austrália, Rússia, Itália, Inglaterra e México.

Vamos ver se os brasileiros aproveitam a oportunidade.

LCD geração 10

A notícia de que Sony e Sharp se uniram para ampliar a produção de painéis LCD faz sentido. As duas são hoje os maiores fabricantes mundiais desse item cada vez mais essencial, brigando passo a passo com a coreana Samsung. A Sony já tem uma joint-venture com a Samsung; ambas são donas da maior fábrica de LCDs do mundo, na Coréia. Pode parecer que o relacionamento entre as duas empresas está em crise, mas não é o que se diz nos bastidores da indústria.

Na verdade, Sony e Sharp trabalham na chamada “geração 10” do LCD, uma referência a um novo processo produtivo pelo qual é possível construir painéis que podem ser divididos em até 10 (os atuais dividem-se em até 8). Ou seja, com o mesmo painel original a fábrica é capaz de produzir dez displays diferentes, e não apenas oito, do mesmo tamanho. Isso representa um ganho enorme de escala: aproximadamente 25%.

radius_320_seamless_lcd_display.jpgHá o temor entre os fabricantes de que a demanda nos próximos anos aumente a tal ponto que possa causar falta de painéis no mundo. É bom lembrar que os LCDs são usados não apenas em TVs e monitores, mas também em aparelhos portáteis, como câmeras, celulares, notebooks, players MP3 etc. E, como sabemos, as vendas desses itens não param de subir.

A Sony, portanto, está mais do que certa em unir-se a dois dos maiores fornecedores mundiais.

Conversores vão exigir certificação

A notícia é ótima, mas precisará ser checada na prática. Os ministérios de Comunicações, Ciência e Tecnologia, Planejamento e Desenvolvimento decidiram que todos os conversores de TV Digital terão que obter certificação do Inmetro antes de chegar ao mercado.

Ótimo. Teoricamente, todos os fabricantes terão que submeter seus produtos a uma avaliação técnica criteriosa, para impedir a venda de itens de má qualidade. De fato, não têm sido poucos os relatos de consumidores que adquiriram seus conversores baratos e se arrependeram; houve até fabricantes que tiveram de recolher produtos defeituosos em série.

A idéia é que o Inmetro crie um Programa de Avaliação de Conformidade específico para equipamentos de TV Digital, e também para aplicativos do sistema ISDB-T, o que deve incluir o software Ginga, aguardado por toda a indústria porque será o definidor do grau de interatividade da TV Digital no Brasil.

Só se pode torcer para que uma medida como essa dê certo.

Os planos da Sony

glasgow.jpgStan Glasgow, atual presidente da divisão de eletrônicos da Sony, é um executivo discreto. Mas, quando decide abrir a boca, vai fundo. Em entrevista à revista norte-americana Twice, publicada semana passada, Glasgow deu vários detalhes sobre os planos da empresa para este e os próximos anos. Eis alguns tópicos:

A crise da economia americana nem de longe afeta os negócios da Sony. “Nosso último fim de ano foi o melhor de todos os tempos”, diz Glasgow. A empresa busca agora capitalizar sobre a vitória do Blu-ray, e isso precisa ser feito conscientizando o consumidor das vantagens de trocar o DVD convencional pelo de alta definição. E isso não será feito à custa das margens de lucro. “Os preços dos players estão caindo, mas lentamente”, explica o executivo. “Devem chegar, nos EUA, a US$ 299 ao final de 2008 e a US$ 200 em 2009”, prevê, acrescentando que este ano devem ser vendidos cerca de 5 milhões de players Blu-ray em todo o mundo, sendo 70% a 80% no mercado americano.

sony-logo.jpgPara quem espera o lançamento de conversores de TV Digital (set-top-box) com a marca Sony, Glasgow manda tirar o cavalinho da chuva: a empresa simplesmente NÃO VAI produzir esse tipo de aparelho, preferindo concentrar-se nos TVs com conversor embutido, que dão mais margem. “Não vemos sentido em disputar um mercado de tão baixo custo. Temos que investir em LCDs mais sofisticados e em TVs OLED”.

Para ler a íntegra da entrevista, este é o link.

Tentaciones, de nuevo

A propósito da nota de 6a. feira sobre a loja Tentaciones, do Paraguai, fui informado que essa empresa é representante oficial (mesmo) do grupo Klipsch, hoje dono de marcas como Jamo e Mirage, entre outras.

Mas ainda não consegui confirmar se eles de fato representam marcas como Sony, Bose etc. A verificar.

O futuro da Toshiba

nishida.jpgEm entrevista exclusiva ao The Wall Street Journal, publicada esta semana, o presidente da Toshiba Corporation, Atsutoshi Nishida, revela que até o último dia 4 de janeiro, quando a Warner anunciou sua adesão ao Blu-ray, ainda acreditava sinceramente que o HD-DVD iria vencer a tal guerra dos formatos. “Aquilo nos pegou de surpresa”, confessa o executivo, tentando mostrar, no entanto, que a perda dessa batalha não irá significar o fim da Toshiba.

“Tínhamos 45 unidades de negócio, agora só temos 44”, explicou ele, ironicamente, prometendo que continuará fabricando DVD players convencionais, que ainda são (e serão por um bom tempo) maioria no mercado mundial. “Hollywood vai continuar lançando seus filmes em DVD, e nós iremos produzir players cada vez melhores, inclusive com capacidade de upconversion para DVDs comuns. E pode ter certeza de que serão sempre mais baratos do que os Blu-ray”.

Na entrevista, Nishida mostra também alguns caminhos que sua corporação pretende seguir daqui por diante. O segmento mais importante será o de computadores, com a utilização de chips mais possantes (fabricados por uma de suas unidades de negócio) e a capacidade de conectar-se sem fio aos televisores (que também passarão a ser wireless). E o segundo mais importante deverá ser o de downloads, em que a Toshiba pretende entrar brevemente.

Boa sorte, sr. Nishida.

Bem-vindos comentários

Pessoal, de vez em quando vou comentar aqui o que os leitores vêm escrevendo sobre os temas que analiso. Nem sempre dá para comentar de imediato, mas vamos nos esforçar para não deixar ninguém sem resposta, OK?

Afonso Gutemberg e Almir Pinheiro, por exemplo, se queixam da má qualidade dos discos DVD lançados no Brasil. De fato, há omissões terríveis, e não existe desculpa para não lançarem os filmes com a codificação DTS. Mas não é verdade que os editores da revista HOME THEATER não gostam de tratar do tema, ao contrário, já abordamos isso em várias matérias.

O amigo gaúcho Guilherme Giacomet pergunta se o plasma ultrafino exibido pela Pioneer em Las Vegas não é, na verdade, um OLED. Pode ser, mas foi anunciado como plasma. Se bem que, pensando bem, com a Pioneer desistindo do plasma (leia aqui), é possível mesmo que eles já estivessem pensando nisso. Grande abraço ao Guilherme.

Já o Arnaldo Baccaro quer saber se as transmissões da TV Digital brasileira terão áudio 5.1. Não de imediato, Arnaldo, pois isso requer equipamentos de captação que as emissoras ainda não instalaram. Não creio que isso seja prioridade delas. Sei que a Globo já dispõe de ilhas de edição e processadores surround, mas acho que ainda demora um pouco para vermos, por exemplo, novelas em 5.1. Prometo rechecar essa informação com eles, OK?

Grande abraço também ao Luciano Guimarães, que comentou a nota Vem aí uma nova Casas Bahia? Ele interpretou diferente de mim a declaração do empresário mexicano Ricardo Salinas sobre os bancos brasileiros. Mas sempre fico desconfiado quando vejo o governo ajudando uma empresa – no caso, um megaconglomerado.

A todos, meus sinceros agradecimentos por estarem prestigiando este blog. E um obrigado especial ao José Olimpio, de Salvador, meu comentarista mais constante neste espaço. Vamos continuar com esse interessante intercâmbio de idéias, OK?

Tentaciones punto com

E-mail que circulou esta semana entre algumas revendas traz a singela assinatura da Tentaciones.com.py, loja virtual de eletrônicos com sede lá mesmo, no Paraguai. Realmente, as ofertas são tentadoras. Mais incrível ainda é que a loja se diz “representante” de marcas conhecidas de todos nós: Sony, Bose, Denon, Yamaha, Klipsch, Harman Kardon, Marantz e várias outras.

Dá um telefone e até um MSN para quem quiser contactar. O pior de tudo é imaginar que muitos lojistas devem estar caindo nessa.

XBox com Blu-ray

xbox.jpgAgora parece que é pra valer: a próxima geração do videogame XBox 360, da Microsoft, não terá mais um player HD-DVD, pois a empresa suspendeu a produção desse acessório. Em seu lugar, vem aí um player Blu-ray, o que é a solução mais natural.

A notícia saiu no prestigioso Financial Times, cuja credibilidade é acima de qualquer suspeita. Uma fonte da Microsoft disse ao jornal que estão adiantadas as negociações com a Sony. A idéia não seria apenas criar um novo drive externo, mas (aleluia!!!) incorporar um drive interno ao próprio videogame. Assim, o XBox ficaria mais parecido com o PlayStation 3, ou seja, além de videogame funcionaria também com player para filmes em Blu-ray.

blu_ray.jpgOficialmente, a Microsoft desmente qualquer aproximação com a Sony, uma de suas grandes rivais (as outras sendo Apple e Google). Mas a gente sabe como são esses desmentidos. A união seria boa para todos: para a Sony, que ficaria com um pé em cada console de videogame, ganhando assim um reforço na sua disputa contra a hoje líder Nintendo (além do que irá faturar bilhões em royalties a cobrar da Microsoft); para a própria MS, que precisa ter um bom drive associado ao seu console para acomodar os jogos cada vez mais complexos (o novíssimo Metal Gear Solid 4, por exemplo, consome um disco Blu-ray inteiro, com quase 50Gb); e para o consumidor, que terá uma dúvida a menos na cabeça.

Vamos ver se o bom senso prevalece também nas cabeças dos executivos das duas empresas.

Mais tempo dentro do carro? Argh!!!

gps-no-painel-do-carro2.jpgPara nós, paulistanos, o trânsito está se tornando um verdadeiro pesadelo. Alguém discorda? Pois é, somando todas as horas que passamos dentro do carro – às vezes simplesmente sem sair do lugar – desconfio que estamos desperdiçando alguns dias por ano.

Bem, se não há solução à vista (pelo contrário, as vendas de carros só aumentam, o transporte público é precário e as ruas não vão aumentar de tamanho), pelo menos a tecnologia pode amenizar um pouco o sofrimento. A notícia vem dos EUA: pesquisa da CEA (Consumer Electronics Association) indica que os americanos estão passando cada vez mais tempo dentro de seus automóveis. Ou seja, não estamos sozinhos.

O estudo confirmou também que esses estressados motoristas pretendem investir mais e mais em recursos para seus veículos, o que vem a ser uma forma de compensar as horas perdidas no trânsito. Melhor para a indústria eletrônica, que está oferecendo boas novidades nessa área. O segmento deve crescer 13% este ano nos EUA, atingindo a espantosa cifra de US$ 12,8 bilhões.

É interessante analisar essa pesquisa. Ela diz que os motoristas passam, em média, 17 horas por semana no carro. E 38% dos entrevistados afirmaram que pretendem este ano comprar aparelhos para acompanhá-los nesses trajetos. Entre os aparelhos mais desejados, destacam-se CD/DVD players com controle remoto ou controle no volante, navegadores GPS e alarmes eletrônicos.

Pena que não haja uma pesquisa como essa no Brasil. O primeiro item da lista certamente seria o ar-condicionado, que é comum nos EUA, mas aqui ainda é privilégio de poucos. Para passar tantas horas no trânsito com o calor que tem feito, seria um belo investimento.

Os interessados podem comprar a pesquisa no endereço www.eBrain.org.

iPhone chama!

1398846596_f85d7e7db.jpgFalando em Vivo, a informação que circula nos bastidores é de que a operadora já tem praticamente fechado o acordo com a Apple para lançar no Brasil o tão badalado iPhone. Nos EUA, o aparelho é exclusividade para assinantes da AT&T que, no entanto, não opera aqui.

Vamos ver quanto vai custar o aparelho e quais as promoções que a Vivo irá oferecer. Já vi várias pessoas com o modelo importado e destravado, utilizando chips nacionais. Tudo indica que teremos aqui mais uma “iFebre”.

TV Digital no celular

Está confirmado: a Vivo lança em abril, em São Paulo, o primeiro serviço de TV Digital via celular. O site Adnews informa que Samsung e Toshiba serão os primeiros fabricantes a colocar no mercado esse tipo de aparelho (oficialmente, pois já circulam por aí vários modelos importados e devidamente “hackeados”, no melhor estilo jeitinho brasileiro).

A Samsung levou até o presidente Lula a sua fábrica de Campinas para fazer uma prévia do produto. A Toshiba, por sua vez, contratou no ano passado o executivo Jairo Siwek (ex-Evadin) para comandar a operação de dispositivos móveis, que inclui ainda um conversor de TV Digital, já lançado.

Em outras palavras: a indústria começa a despertar para a realidade da TV móvel que, a meu ver, vai pegar no Brasil muito antes da TV Digital fixa. Vamos aguardar.

Estranho acordo!

Curioso o acordo divulgado pelo site Tela Viva News, a respeito da criação da TV Brasil que comentei aqui na semana passada. Diz a notícia que os deputados fecharam com os produtores as cotas de 10% para produção regional e 10% para produções independentes. Ou seja, a nova emissora estatal já nasce com o compromisso de reservar 20% para produções “encomendadas” e que naturalmente serão pagas com dinheiro do contribuinte.

Até aí, nenhuma surpresa. O estranho é que a mesma lei, aprovada rapidamente pela Câmara (que não é tão ligeira para votar outros projetos de interesse da população), determina que as operadoras de TV por assinatura tenham pelo menos 50% de programação nacional.

Por que a mesma regra não vale para a TV Brasil, somente os nobres parlamentares podem explicar.

Sony investe em automação

Pode parecer estranho um fabricante de produtos de massa apostar no conceito de automação residencial. Afinal, esse é um território delimitado, onde geralmente competem empresas altamente especializadas, que não apenas produzem equipamentos mas investem muito em software.

nhs_1040_main.jpgPara entrar nesse segmento, a Sony – que nos EUA é lider nas vendas de receivers – decidiu associar-se a uma das empresas que mais vêm crescendo na área: a norte-americana Control 4. O resultado chama-se NHS-1040 (foto), definido como um “sistema para a casa inteira” que é, ao mesmo tempo, sofisticado na concepção e fácil de operar. A partir de um receiver 7.1 canais, monta-se um sistema com vídeo HD 1080p (via Blu-ray player ou conversor de TV Digital), servidor A/V (memória de 160Gb), CD/DVD changer para 400 discos, rádio via satélite, entradas para até três fontes de sinal auxiliares e multiroom/multisource de áudio e vídeo (até 6 zonas).

O pacote completo, incluindo o software para fazer tudo isso funcionar, começa a ser vendido nos EUA em abril, a um custo estimado em US$ 40 mil. O feliz comprador ganha todos os keypads que irão equipar as paredes de seus vários ambientes e até um iPod-dock in-wall. Isso mesmo: você chega em casa e coloca o iPod na parede para carregar ou, se preferir, continuar ouvindo as músicas no sistema de home theater, ou no quarto, ou no banheiro…

Claro, uma brincadeirinha para poucos, por enquanto. Mas desconfio que essa é a tendência para os próximos anos. A propósito, quem quiser saber mais detalhes pode checar o endereço www.sonynewhome.com.   

Windows também no carro?

Pode ser excesso de futurismo, mas uma matéria publicada no site CNet – para mim, o mais completo em tecnologia – abre uma janela (sem trocadilho) para os carros que virão nos próximos anos.

audi-avant-2015-sketch-1.jpgO texto baseia-se numa entrevista de Martin Thall, da divisão de tecnologia automotiva da Microsoft. Em 2007, durante a CES, tive a oportunidade de conferir algumas criações desses caras. Desenvolver recursos de informática para uso em automóveis é uma das artes da MS. Na visão de Thall e sua equipe, os carros do futuro não apenas virão recheados de funções automatizadas (os atuais navegadores GPS não são nada, perto dos avanços que veremos logo, logo). Prepare-se para ter, dentro do seu próprio carro, verdadeiros videowalls – telas para todo tipo de função, inclusive (você adivinhou!) publicidade.

Sim, daqui a uns cinco anos, diz mr. Thall, os carros serão conectados em redes, que poderão trocar informações sobre as condições do trânsito, por exemplo. Só um exemplo dado por ele: você está no seu carro e quer ir a um determinado restaurante. Para isso, quer saber quais as opções de trajeto: o menos congestionado, o menos poluído ou o que tem paisagem mais agradável, e assim por diante. Tudo isso poderá ser obtido no painel, através da tal rede.

Claro, tudo isso vai sair caro, e é aí que entra a publicidade. Com anúncios entrando a toda hora no navegador, a conta está paga. 

TV 3D já é realidade

Notícia que vem da Coréia, publicada no jornal The Korea Times e traduzida em vários sites nesta 5a feira, mostra que a Samsung avança rápido em relação à TV 3D, uma das novidades mais aguardadas do momento. Vejam a imagem de um evento em Seul, onde a empresa fez a demonstração.

080228_p02_samsung.jpgTrata-se de um plasma de 50″, desenvolvido em parceria com a Electronic Arts (EA), maior desenvolvedora de jogos eletrônicos do mundo. E por que essa parceria? A Samsung percebeu que o segmento de jogos é um dos drives da indústria. Além de movimentar bilhões de dólares, está na linha de frente das inovações, em termos de vídeo e gráficos realistas. Mais ainda: é movido por jovens (e também alguns adultos) que ditam regras de consumo e de comportamento. Conquistar esse tipo de cliente é um passo certo para dominar o mercado, como aliás acaba de provar a Nintendo, hoje uma das marcas mais valorizadas do mundo.

Segundo a Samsung, esse TV – cuja venda já começou na Coréia, por um preço equivalente a US$ 2.700 – tem a mais alta taxa de contraste que se conhece: 1.000.000:1 (só para comparação, os melhores plasmas chegam a 15.000:1). Os níveis de preto são controlados por um sistema de células patenteado pela Samsung. Para ver filmes em 3D, são necessários óculos especiais; mas para jogar games basta instalar o software da EA que acompanha o TV.

Dá ou não dá água na boca?

Pilhas, agora só recarregáveis

pilhas.jpgBem, nem tudo que sai do Congresso é assalto ao contribuinte. Passou desapercebida na grande mídia esta semana a notícia de um projeto que tramita na Câmara, de autoria do deputado Raul Henry (PMDB-PE), proibindo a venda de pilhas que não sejam recarregáveis. Boa iniciativa.

Pelo texto, todo o comércio será proibido de vender as pilhas tradicionais e, mais do que isso, será obrigado a receber de volta as pilhas usadas, para descarte ecologicamente correto. A intenção é coibir o péssimo hábito de se jogar fora as pilhas velhas, que contêm materiais altamente nocivos à saúde e ao meio ambiente. O projeto também pede que os fabricantes informem melhor os usuários sobre esses riscos. Diz Henry, em sua argumentação, que só na cidade de São Paulo são descartadas anualmente, de forma inadequada, 152 milhões de pilhas comuns e 40 milhões das alcalinas.

Espero sinceramente que essa lei seja aprovada e que não se torne mais uma daquelas tantas que não pegam. O ar que respiramos e a água que bebemos merecem.

TV Pública: aprovação fácil

Foi mais fácil do que parecia. O governo conseguiu emplacar tranqüilamente seu projeto da TV Brasil na Câmara Federal. Nesta 3a. feira, a medida provisória foi aprovada via acordo; nem precisou de votação (a não ser um dos itens do projeto).

Vejam os detalhes. Ficou decidido que TODAS as emissoras pagas do País serão obrigadas a retransmitir a programação da TV Brasil, que supostamente será feita de assuntos que as demais emissoras não se interessam em mostrar. Os ilustres deputados decidiram também a cobrança de mais um imposto: a Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (não me perguntem o que isso quer dizer). A nova emissora poderá ainda fechar contratos sem licitação e utilizar à vontade símbolos ou imagens que possam ser interpretadas como promoção pessoal.

Chamo atenção para esse último item: é uma porta aberta à propaganda política disfarçada de “informação de utilidade pública”. Se os deputados fizeram questão de incluir tal aberração no texto, fica claro que não é por boas intenções.

O Senado ainda pode alterar mais esse ataque ao dinheiro do contribuinte. Mas pergunto: alguém acredita nisso?