Streaming: quem tem mais conteúdo?

18 de novembro de 2019

Business Bureau (BB) é o nome de uma empresa de pesquisas sobre mídia e entretenimento baseada na Argentina e com escritórios em vários países latino-americanos (e também nos EUA). É deles a mais recente pesquisa sobre o mercado de video-on-demand no Brasil, um segmento que não é propriamente iniciante (o Now, da Claro, já completou oito anos), mas que agora, com mais concorrentes, vai se transformando numa fonte atraente de entretenimento.

O quadro ao lado lista os 10 serviços mais populares no Brasil, entre VoD e streaming, e a quantidade de títulos que cada um oferece, entre filmes, séries etc, segundo o levantamento. É bom lembrar que não há dados precisos, apenas especulações, sobre o número de assinantes de cada plataforma – nenhuma empresa abre seus números. Mas os pesquisadores constataram que 80% dos lares no país acessam pelo menos um desses serviços. Evidentemente, a pesquisa se concentrou em residências que possuem conexão de banda larga compatível com esse tipo de conteúdo.

Um fator que impulsiona essa tendência, diz o estudo da BB, é o chamado live streaming, a oferta crescente de canais ao vivo nas plataformas VoD. O assinante está se acostumando a ver seus canais preferidos não apenas na tela de TV, mas em qualquer dispositivo com acesso a banda larga. Sem dúvida, é um grande diferencial em relação aos serviços de streaming, e a grande porta de saída dos canais pagos para enfrentar a concorrência de Netflix e cia.

O campeão do Live Streaming é justamente o Now, com 78 canais e, portanto, a maior variedade de conteúdos (só o Now Kids oferece 12 canais). Vivo Play vem atrás com 58, ficando Sky e Oi por enquanto bem longe (12 e 9 canais, respectivamente).

Não por acaso, o Now lidera também a lista de títulos oferecidos: 64.597 no total, e contando. Mas notem que as duas plataformas da Globo (Globoplay e Globosat Play), que provavelmente irão se fundir logo logo, já somam mais de 63 mil títulos, tendendo a ultrapassar o Now. Não se sabe se Netflix (3o colocado) e Amazon Prime Video (7o) terão condições para alcançar os líderes, mas uma coisa é certa: se essa pesquisa for refeita no ano que vem, deverá incluir AppleTV+ e Disney+, os novos entrantes no mercado.

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