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TVs: muito além da qualidade de imagem

22 de fevereiro de 2021

Uma transformação sutil está acontecendo no mercado de TVs. Diante da constatação de que a qualidade de imagem perceptível ao consumidor é cada vez mais uniforme entre as principais marcas (até porque boa parte dos componentes vem dos mesmos fornecedores – chineses), torna-se difícil, quase impossível, determinar com segurança que tal aparelho produz imagens melhores que o concorrente. A diferenciação se dará por uma série de atributos que vão muito além de pixels e frames; e que têm a ver com as mudanças de hábito dos usuários.

É só fazer um teste prático: entre numa loja cheia de TVs e tente distinguir qual deles é o melhor. Sim, a loja pode estar querendo induzi-lo a comprar esta ou aquela marca, que esteja exibindo imagens de maior impacto, ou melhor ajustadas. Mas, na prática, sua decisão irá se basear em outros valores (e não estou me referindo a $$$, embora esse seja sempre um fator importante).

Um estudo recente da consultoria britânica Parks Associates mostra como os fabricantes estão mudando suas estratégias em busca da necessária diferenciação competitiva. Um exemplo: com a pandemia, e as pessoas passando mais tempo em casa, os TVs precisam ser ágeis na navegação para que o usuário encontre mais facilmente o que deseja assistir. Controle remoto com poucas teclas e comandos por voz tornam-se fundamentais, incluindo os assistentes virtuais como Alexa e Google.

Os pesquisadores analisam diversos recursos introduzidos nos modelos 2021, alguns deles comentados aqui durante a CES, em janeiro. A LG, por exemplo, reforçou sua parceria com a Nvidia, empresa que hoje praticamente dita os rumos do segmento games, apostando no conceito cloud games. Suas smart TVs virão com a plataforma GeForce Now já integrada, permitindo escolher os jogos como hoje se faz com o streaming de filmes.

A Samsung aposta no Smart Trainer, um serviço fitness online que se propõe a ajudar as pessoas a se exercitarem em casa. Para isso, as TVs virão com microcâmera embutida conectada a uma central que analisa os movimentos da pessoa e fornece orientações como uma espécie de personal trainer virtual (vejam neste vídeo).

Também é da Samsung o Smart TV Plus, um agregador de streaming, ou seja, um espaço da TV onde o usuário pode ver organizados todos os serviços que utiliza e acessá-los de modo mais prático e rápido. Streaming, aliás, é algo que une os fabricantes de TV nas políticas de parcerias com provedores de conteúdo. No Brasil, TCL e Samsung estreitaram a cooperação com Globoplay. Philips/AOC e agora também Philco, esta com produtos mais baratos, se associaram à americana Roku, líder mundial em agregadores. TCL e Sony, esta agora fora do mercado brasileiro, estão cada vez mais unidas à plataforma Android, que agora passa a se chamar Google TV.

São só alguns exemplos, que analisaremos aqui individualmente conforme forem chegando ao mercado.

4 Replies to “TVs: muito além da qualidade de imagem”

  1. Edison Ciscon M Coelho disse:

    Nunca imaginei que um dia a Sony fosse embora do país e menos ainda, que eu compraria uma TV coreana.
    Felizmente estou muito satisfeito com a aquisição. A tela OLED é simplesmente de tirar o fôlego, principalmente quando o vídeo traz todos os recursos possíveis que está TV suporta.
    Sou apaixonado por áudio e vídeo, minhas leituras sempre é na revista Home Theater e Casa Digital.

  2. Orlando Barrozo disse:

    Obrigado, Edison.

  3. […] Como já mencionamos aqui algumas vezes, todo televisor hoje é quase um “computador com tela”. Os recursos para ajuste de som e imagem se tornaram tão parecidos entre as marcas que deixaram de ser o único aspecto a se avaliar na hora da compra (vejam aqui). […]

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